Alguém de quem você provavelmente não vai gostar. Nasci como uma pessoa normal e cheguei até minha querida mãe no lombo de uma cegonha. Depois disso também vivi como uma pessoa normal... digo, exceto por... aquele dia... ah, maldição. Por que fui lembrar daquele dia?? Não quero mais falar sobre isso.
•André:
Quieto. Calado. Essas coisas sabe? Falo bem menos do que meu colega acima e creio que essa já seja uma premissa razoável para a compreensão de minha pessoa.
•Explicamos a você...
Sobre o que diabos é este blog: É de senso comum o fato de que a humanidade anda de mal a pior. Guerras, fome, peste, maremotos e a volta dos Backstreet Boys são provas concretas de tal fato. Um nobre amigo, aliás, chegou a sugerir que o homem era o lobo do próprio homem.
E não, esse amigo não era a Pitty. Assim, após alguns dias de consideração, enquanto descansava no vaso-sanitário comunitário de meu prédio, também conhecido como "troninho", percebi que num dia próximo enfrentaremos toda a cólera do juizo final e encararemos o inevitável
ragnarok de frente, e quando tal dia chegar, todos estaremos condenados. Bem sei que nada podemos fazer para impedir a guerra, a fome, a peste e os maremotos. Digo, até podemos... mas tudo isso daria um bocado de trabalho e levaria muito tempo. E queremos evitar a fadiga.
Mas estou certo de que podemos impedir que você compre algum novo cd dos Backstreet Boys, ou qualquer coisa que o valha, por isso Mandamos Você consumir os nossos próprios ícones da cultura pop. Prestem atenção ao que dizemos e suas almas serão salvas... ou não. Mas não custa tentar, não é?
"Dentre as teorias de Tico, está a de que os humanos não fazem parte do planeta Terra e nossa espécie é como um câncer, destruindo o planeta, por conta do comportamento destrutivo."
Não, não. Não são ET's disfarçados, são os fãs dele mesmo.
André mandou, não pediu! 3:31 PM
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|Quinta-feira, Novembro 27, 2008|
O Bom e Velho Ricardo Queijo
Olá, meu povo e minha pova! Como vão vocês? Felizes?
Cá estou mais uma vez, apesar dos esforços que a globo.com faz para nos enxotar deste blog, para apresentar-lhes algo velho, algo que cheira a mofo, algo que todos já deveriam conhecer, se é que ainda não conhecem. Refiro-me a Richard Cheese & Lounge Against The Machine. Sim, escrevi "lounge"
Vem, neném. Gravata borboleta e estilo puro.
Vocês, informados e inexistentes leitores que são, já devem ter visto inúmeros filmes cujo pano de fundo é a cidade de Las Vegas, com Cassinos, mulheres da vida e André, o gigolô. Alguns, quiçá, já devem ter visitado a tal infernal capital. Pois bem, lounge é a música que tocam nesses lugares. Nem todos, é verdade... alguns preferem ouvir Vitor e Leo, ou coisa do tipo. Mas é com as Big Bands de Lounge que se constrói a mis-en-scene de um cassino de Las Vegas.
Dito isso, devo afirmar o óbvio, e não me refiro à opção sexual de André, o misógino. Afirmo que Richard Cheese é um músico de lounge music. Mas não é qualquer músico de lounge vestido num terno com estampa animal, não. Richard Cheese é o músico de lounge vestido num terno com estampa animal. Isso porque desde 2000, em 7 cds diferentes, Richard Cheese & Lounge Against The Machine transmutam canções de inúmeros estilos e tendências, em canções alegres, peraltas, dignas de qualquer com gana de vestir um terno com estampa animal. Ele transforma canções normais, em singulares obras Lounge.
Canções como Yellow, do Coldplay; Beat It, de um sujeito macho, chamado Michael Jackson; Closer, do Nine Inche Nails; Shake Ya Ass, do Mystikal; Welcome To The Jungle, do Guns'n'Roses; entre outras, ganharam suas versões bacanudas em cds com nomes igualmente fantásticos, como: "I'd Like a Virgin", "The Sunny Side of the Moon", "Tuxicity" e "Aperitif for Destruction".
E é por ser Richard Cheese um sujeito que há tempos transforma água em vinho, que mando vocês conhecerem Richard Cheese e, quem sabe, adotarem o Lounge, não só como estilo, mas como meio de vida. Para acessar o myspace da banda basta clicar aqui.
Jayme mandou, não pediu! 2:58 PM
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|Quinta-feira, Novembro 20, 2008|
Porque se você ainda não conhece Gnarls Barkley, não merece meu respeito.
Jayme mandou, não pediu! 6:15 PM
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|Segunda-feira, Novembro 17, 2008|
Hm, será que ela já está dormindo?
Olá cretinos leitores!
Como estou atolado de coisas para fazer, minha dica do post vai ser como o seu namorado, querida leitora, quando está na seca: sem muita conversa e já pulando em cima.
Pois bem, falarei sobre o blog Capinaremos, mais especificadamente sobre a iniciativa do blog de traduzir uma série de quadrinhos chamada de, pelo menos na tradução, "Levados pela Guerra Atômica".
"Levados pela Guerra Atômica, com 39 episódios, é um projeto de tradução de uma série de quadrinhos americanos, criados por Kimmo Lemetti.
A história se passa em um mundo pós-apocalíptico, onde, aparentemente, ocorreu uma guerra atômica, e tudo que restou foram destroços, animais mutantes radioativos e três exércitos: o azul, o amarelo e o que nós vamos acompanhar, o vermelho."
A cada dia é postado um dos episódios dessa saga, que mistura guerra com muito humor negro. De exemplo, segue o primeiro quadrinho da série:
E o motivo para eu estar compartilhando com vocês essa história é porque, além de ser uma ótima série em quadrinhos, muito bem traduzida por sinal, amanhã, terça-feira, será postado o último quadrinho no blog. E se cumprirem o que prometeram ao decorrer da história, o autor do blog, que eu não faço idéia de quem seja, vai disponibilizar toda a série traduzida e também no original em inglês com alguns extras para quem quiser salvar.
Entonci, Mandamos Vocês visitarem o Capinaremos e acompanhar essa história!
Se vocês quiserem ver o índice com todas os quadrinhos, cliquem aqui!
André mandou, não pediu! 11:18 AM
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|Quarta-feira, Novembro 12, 2008|
Post Novo, Macacada!
Porque se este blog vivesse de leitores, nem teria nascido.
Jayme mandou, não pediu! 6:58 PM
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|Segunda-feira, Novembro 10, 2008|
Desgraça pouca é bobagem, meu povo e minha pova.
Sim, pois na semana em que eu deveria postar (e cabia a André curtir meu couro caso isso não acontecesse), sofri um acidente automobilístico (choquei-me com um carro estacionado enquanto corria para pegar meu ônibus), acabou a energia de minha residência (para isto eu não tenho comentários em parênteses) e Kassab foi eleito prefeito de São Paulo (... né?). Por essas e outras me demorei a postar, mas, para seu infortúnio, não abandonei este blog.
Pelo contrário, meus abençoados leitores. Criei até um novo bloco para o Mandamos. Um bloco onde poderei exercer toda minha megalomania, sobre o qual serei capaz de despejar meu egocentrismo e com o qual conseguirei cumprir uma meta de minha vida, falar mal de um bocado de gente. Sim, apresento-vos o:
Filme Lixo do Mês Novembro - A Guitarra
A Guitarra é um filme ruim. Fato. Tão ruim que decidi adjetivá-lo neste blog, ao invés de pérolas cinematográficas, como "Super-Heróis e A Liga da Injustiça", ou a horrível centena de filmes que conferi durante a mostra internacional de cinema de são Paulo.
Dirigido em 2007 por Amy Redford (filha do homem, Robert Redford) e escrito por Amos Poe (que espero que não seja filho de Edgar A. Poe), a trama de A Guitarra gira em torno empaca ao redor da história de uma mulher que descobre ser detentora de um terminal tipo de câncer na laringe e, portanto, possui os dias contados. Assim, Melody (Saffron Burrows), a garota com câncer, decide sair por aí, comprando coisas, alugando um apartamento caríssimo e aprendendo a tocar guitarra, seu sonho de infância. Ufa... sobrevivemos à sinopse.
Bem, para começo de conversa. Câncer é uma doença horrível, não tem cura e tudo o mais, certo? Certo. Mas também é uma ferramenta narrativa ruim. É como apontar pistolas para os personagens, na tentativa de motivá-los e/ou gerar aflição no espectador. É simplesmente fácil demais dar câncer a um personagem para gerar um conflito num argumento... Para não dizer adolescente e démodé. Afirmo e ainda posso provar, vejam: "Ela tem um filho para criar, seu marido a deixou e ela tem CÂNCER!", "Ele gostaria de ir até o Alaska, mas no meio do caminho descobriu que tinha CÂNCER!", "Super-homem têm de derrotar Lex Luthor, mais uma vez, e também o CÂNCER!". Viram? É a banalização das células cancerígenas algo mais terrível do que a própria doença.
Coceira nas costas e photoshop, em A Guitarra
O segundo ponto abissal da película é, também, perceptível desde o início. A personagem principal, uma mulher opaca, desinteressante e que sonha em ser musicista, se chama Melody (Melodia). Sim, "Melody". É o cúmulo da superficialidade disfarçada. Redford e Poe ainda tentam dar a desculpa de que "significa não-sei-o-que-lá no Havaí", mas o resultado cheira a lorota. É como nomear um personagem que sonha em ser mecânico de "Martelada", ou batizar de "Açaí", seu personagem surfista natureba, ou então chamar de "Fada Bela" a personagem de Angélica (perceberam a gravidade da comparação?).
Há ainda inúmeros outros absurdos durante o decorrer do filme. Tal como o fato de que, ao se deparar com o prenúncio de sua morte, Melody decide comprar o maior número de coisas que pode imaginar, zerando todos seus cartões de crédito (crescimento pessoal e existencialismo que se explodam, certo?). Ou o súbito desfecho feliz e demagogo que tive de observar a 3/4 do fim: o câncer tão terrível de Melody desaparece, (sim, sumindo, deixando de exisitir, extinguindo-se, etc..) recolocando sua vida no mesmo lugar de outrora, porém com o problema adicional de que todas suas dívidas em cartões de crédito são cobradas e ela ainda está viva. Melody, então, deixa que tudo lhe seja tomado, guardando para si apenas sua guitarra (que aprendeu a tocar em cerca de um mês) e decidindo viver nas ruas, trocando música por moedas. Eis, então, que uma banda surge DO NADA (e quando digo "do nada", quero realmente dizer que eles simplesmente se materializam no ar rarefeito) e a convida para acompanhá-los. Na cena seguinte, Melody golpeia sua guitarra frente a uma multidão, e, logo depois, deixa o palco com um enorme sorriso no rosto. O que mudou? Qual é a justificativa que encontraram para fazer um filme desses? O que estava em discussão? Como diabo as pessoas surgem do nada? Cadê a Fada Bela numa hora dessas? Foi tudo o que passou por minha cabeça, enquanto lágrimas de desespero escorriam por minhas bochechas.
Em suma, eu mando vocês queimarem A Guitarra ou o cinema que decidir exibir essa obra horripilante, caso se deparem com tal heresia cinematográfica.