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•André:
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Dios Mio
N e c r o s i s
Mandamos no Orkut!

Arrivederci
Olá, meus caros! Como vão vocês? Felizes?
Bem, este é meu último post antes de partir numa longa viagem em busca de paz de espírito e de um clímax melhor para Indiana Jones 4. Logo, já que ninguém estará aqui para obrigar André escrever seus posts chatos e preguiçosos (palavras de nossos inexistentes leitores, hein... não minhas.), é também o último post deste blog em um bom, bom tempo.
Mas não se aflijam, sadios leitores! Tenho cá a solução perfeita para que consigam preencher todo o tempo de sobra que o hiato deste blog causará em suas vidas pacatas. Algo que há de reparar o buraco que nossa falta causará em seus corações. Algo fantástico, inimaginável e tremendamente bacana.
Falo, obviamente, dos Zumbis!
Ha ha ha. Ha
Olá gente amada!
O Jayme tá me enchendo o saco porque já é sexta-feira(na verdade, sábado!) e eu não coloquei nada aqui. Bom, nenhum de nossos 48 milhões de leitores reclamaram, então eu nem me preocupo tanto;-)
Mas enfim, o que eu venho trazer pra vocês é mais um post com patrocínio do You Tube, afinal as duas cocadas e três mariolas que eles nos pagam devem ser honradas. Se bem que hoje só um é deles, ou seja, é melhor começarem a enviar o pote de paçoca também!!! Fora isso, trago então três vídeos de pura utilidade pública e social. Ou algo muito parecido com isso.
1. Como NÃO se comportar em uma entrevista de emprego
Através deste vídeo mostro a vocês, utilizando o mau exemplo, a maneira de se portar em um entrevista.
Qual lição principal que aprendemos??? Se você for um branquelo com cara de judeu, por consequência, você NÃO é um rapper, NÃO nasceu no Bronx e NÃO, definitivamente NÃO... tá, eu não sei o que dizer para que fique um comentário engraçado. Agora, o que eu posso dizer é que caso você seja o auxiliar do cara que faz a seleção, tome muito cuidado com mulheres que imitam pássaros e pombas brancas dentro de escritórios.
2. Seus heróis morreram de overdose. Ou eram gays.
Nós todos adorávamos ver nossos desenhos de super-heróis na infância, não é mesmo? O QUE??? TU NÃO GOSTAVA???
Uma Boa Banda é Difícil de Achar
Saudações às três pessoas que lêem este blog! (sim, estou me incluindo) Como vão vocês? Felizes?
Como o mundo do futebol anda de mal a pior (com o Corinthians, veja só, ganhando meia-duzia de jogos... um absurdo), escreverei hoje sobre algo que já escrevi tempos atrás. Não, não é nada sobre a dificuldade que André possui de diferenciar as obscuras direções "esquerda" e "direita". Refiro-me a algo a que dediquei poucas linhas, número menor do que o merecido, certamente; refiro-me a icástica banda Beulah.
Pra começo de conversa (não que isto seja uma conversa... está mais para um solilóquio), Beulah é uma banda bacana que acabou em 2003 por inúmeros motivos, os quais se resumem numa única conclusão: ganância é uma bosta. Beulah é o perfeito exemplo de como transformar o iconoclasta em ícone indie e já explico o porquê.
Antes disso preciso contar a vocês que, em 1996, Miles Kurosky e Bill Swan resolveram montar uma banda. E como qualquer banda que se preze, gravaram um álbum, o modesto "Handsome Western States". Até aí nada demais... Eram pessoas bacaninhas que tocavam alguns instrumentos razoavelmente bem. Com o segundo álbum dos caras, no entanto, o bom "When Your Heartstrings Break", que continha sólidas canções, como "Score From Augusta" e "Ballad of The Lonely Argonaut", eles realmente passaram a chamar atenção de críticos e outras espécies de vida inferior.
Mas foi com The Coast is Never Clear, álbum de 2001, que a coisa realmente fedeu. Digo, este álbum é realmente bom. Suas canções são, simultaneamente, profundas e gostosas de ouvir. "Popular Mechanic For Lovers", por exemplo, parece superficial e dançante, mas faz referência ao álbum "69 Love Songs", do Magnetic Fields, quando surgem os versos "i heard he wrote you a song/but so what?/some guy wrote 69" (ouvi que ele te escreveu uma canção/mas e daí?/algum cara escreveu 69); já "A Good Man is Easy to Kill" (um bom homem é fácil de matar) é uma clara alusão ao romance de Flannery O'Connor, intitulado "A Good Man is Hard to Find" (um bom homem é difícil de achar). Logo, The Coast is Never Clear recebeu ótimas críticas e tudo apontava para a ascendência da fama dos integrantes da banda. O vocalista e principal compositor, Miles Kurowsky, no entanto, foi diagnosticado com distúrbio bipolar durante a gravação do disco... e era aí onde eu, mesmo demorando tudo isso, queria chegar.
Entendam, Beulah era uma banda de gente simpática. No DVD "A Good Band Is Easy to Kill" (uma boa banda é fácil de matar), eles aparecem viajando em vans, hospedando-se na casa de fãs e convidando os mesmos a subirem ao palco constantemente. A bipolaridade de Miles Kurowsky, todavia, pareceu por tudo a perder quando este declarou que, se o próximo - e último - álbum de Beulah não fosse absurdamente bem nas vendas, a banda acabaria. Tal álbum recebeu o irônico nome de "Yoko".
Mesmo que Yoko fosse ainda melhor que The Coast is Never Clear, por incluir canções como "Me And Jesus Don't Talk Anymore", "Don't Forget to Breathe" e "You're Only King Once", o último álbum do Beulah, lançado em 2003, nunca atingiu vôos altos. Assim, cumprindo a promessa feita por Miles, Beulah se dissolveu e caiu no ostracismo... certo? Errado. O que antes era uma banda bacana, de gente legal e acessível (responderam até um e-mail para este que vos escreve... só por serem bacanas, nada demais), tornou-se um mito do mundo indie. Mais ou menos como Nick Drake também se tornou um, 20 anos após sua morte (guardadas as devidas proporções). Vídeos amadores, de fãs e recentes admiradores do Beulah pululam no youtube, superando, facilmente, a quantidade de vídeos feitos pelos próprios caras, e diretores de cinema, famosos por incluir ótimas bandas desconhecidas em seus filmes, como Wes Anderson já declararam seu apresso pelo falecido grupo.
Em suma, a ganancia de Miles Kurowsky (que chega a declarar no "A Good Band is Easy to Kill" não entender a razão de sua banda não ser tão famosa quanto Bob Dylan...) parecem ter avariado um futuro exemplar, de gente tremendamente talentosa. Mas, mesmo assim, mando vocês baixarem canções do Beulah, pois os ícones indies também merecem nosso respeito. E tenho dito.