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Dios Mio
N e c r o s i s
Mandamos no Orkut!

O Vira Cultural
Salve, salve, pontífices leitores! Tudo às pampas?
Venho a informar-lhes (e, claro a mandar-lhes) algo diferente nesta semana. Mas, antes, devo sacanear André, o sujeito que está assistindo seu time ser desclassificado pelo Paraná na Copa do Brasil, enquanto escrevo. André não pôde postar esta semana por sofrer de um grave desconforto estomacal, também conhecido como "piriri", assim, logo e portanto, postarei eu, o segundo escritor mais popular deste blog.
Mas vamos ao que não interessa. Este post, para a infelicidade do culminante leitor de outros estados que compõem o Brasil (como você, inexistente leitora do Acre, ou você, sapiente leitor do Mato Grosso), é direcionado às pessoas que moram em São Paulo e/ou podem se locomover à capital deste petulante estado num curto período de tempo. Isto porque falarei, discorrerei e até espirrarei sobre a 4ª Virada Cultural da Cidade de São Paulo.
1001 Posts
Para ler antes que eu poste novamente
Olá argutos leitores! Como vão vocês? Felizes?
Este post, devo começar dizendo, não é só um post. Não, por mais que pareça ser apenas um post, não é apenas um post. E antes que eu repita a palavra "post" pela sexta vez, explico: estes escritos valem por 1001 indicações. Ok, talvez não por 1001... Mas, pelo menos, por 873.
Isso porque mandarei, em instantes, vocês comprarem e lerem (exatamente nesta ordem, caso contrário exupulsa-los-ão de qualquer livraria que se preze) "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer".
Então...
Olá entusiasmados leitores! Tudo bão? (fim do parágrafo "olá" + adjetivo + "leitores")
Imagem, os senhores e as senhoras que hoje, dia 10 de abril de 2008 (update: agora que eu estou terminando o texto já é dia 11, o que não importa), além de ser o dia que em 1932 Hitler perdia a eleição para a presidência na Alemanha e em 1826 a Nicarágua sancionou sua Constituição e elegeu o primeiro chefe de Estado, o Manuel de la Cerda, é também o dia em que eu resolvi ir na padaria, onde faço meu lanche da tarde, entre uma aula e outra, e pedi um sonho de doce de leite, e não o tradicional de creme. É algo que me marcou, sabe?
Então, que acharam? Um tanto quanto inútil? Longo? Desconexo? Ou como eu gosto de dizer, uma puta perda de tempo para vossos olhos??? Pois então, é justamente sobre isso que quero falar! Foi-se o tempo em que os blogs (não este, óbvio) eram o antro do comodismo das pessoas, em que elas escreviam coisas totalmente sem noção e toscas! Hoje, meus caros, temos o You Tube.
Eu, um ser extremamente ocupado, reservei alguns minutos do meu escasso tempo livre e pesquisei 5 tosqueiras do You Tube que vocês precisam ver para acabar com a solidão que assola seus pobres corações. E melhor, escolhi os 5 por categorias!
1. Nerd: Falou em tosco no mundo nerd, falou em Star Wars! Imaginem então uma versão tosca do clássico, só que feita toscamente de propósito! Não consegue imaginar? Então veja!
2. FAIL: É o novo hit dos americanos. Um irmão do "owned". Não sabe o que é owned ou fail? Então, veja!
3. Motorista: Tu é o responsável pelo sistema de cameras de seguranças de um estacionamento. Eis que de noite, tu vê uma cena ridícula e patética. Aqui, o tosco é a atitude que o motorista toma em um momento de crucial decisão. Então... veja!
Notem que a criatura vê o carro andando sozinho e mesmo assim se joga na frente dele!!! Animal!!! Hhehehe
4. Midia: Isso que eu chamo um cobertura ampla. Bem ampla, diria até que em 360°!!! Então, senta o dedo nessa porra e veja! (NOTA MENTAL: piadinhas com termos de Tropa de Elite já estão mais usados que cama de puteiro)
5. Criança: Geralmente crianças são toscas. Mas como mesmo os pais já foram crianças algum dia... ah, só veja!
E assim, com essa delicadeza tradicional, encerro meu post Mandando Vocês... ahn... na verdade eu só queria uma desculpa pra postar esses vídeos, então, vejam eles, ok?
André mandou, não pediu! 12:27 AM
Eu Estive Lá
Olá, estrambólico leitor! Como vai você? Feliz?
Desta vez tentarei ser mais sério e apenas um pouco sarcástico. Ou um pouco menos bobo e mais centrado. Mas vou falhar - já aviso de antemão - portanto não crie expectativas.
Bem, minha tentativa de seriedade se inicia ao dizer que Mallu Magalhães é chata pra danar. Juro que começa, quer ver?
Mallu Magalhães é chata pra danar. Mas, espere... você não conhece Mallu Magalhães? Pois nem deveria. Trata-se de uma garota de 15 ou 16 anos que adora andar por aí com uma gaita que nunca é tocada presa ao pescoço, que abriu um show para a - ótima - banda Vanguart e subitamente virou queridinha da MTV e, consequentemente, da Rede Globo de Televisão. Tocando um pseudo-folk bem chinfrim, Mallu está a aparecer em programas de auditório, dando entrevistas eloqüentes (sarcasmo) e distribuindo seus desenhos (já isto é verdade, não sei o porquê d'ela fazer isso) aos entrevistadores.
Mas "por que você está falando desta garota intrépida e faceira?", você me pergunta. É simples... Enquanto nossos canais de informação cultuam uma adolescente que adora imitar cantores folk que conheceu através de biografias bobas - como, desculpe-me Johnny Cash, "Johnny e June" - Todd Haynes, diretor de "Não Estou Lá" (I'm Not There) é brilhante ao nos apresentar uma verdadeira biografia cinematográfica. A de Bob Dylan.
Bob Dylan, para o sujeito que foi criado numa casinha de cachorro durante toda a vida, é um dos maiores - se não o maior - nomes da música (folk). Mas Bob Dylan não seria o Bob Dylan se não deixasse ser quem é, vez ou outra. E é exatamente o que faz Todd Haynes em seu fantástico filme.
Ao escalar Cate Blanchett (sim, uma mulher), Ben Whishaw, Christian Bale, Richard Gere, Marcus Carl Franklin e Heath Ledger para viver as várias faces diferentes de Bob, Todd Haynes - o diretor - se destaca de centenas de outros cineastas de biografias. Entendam, o Dylan de Todd não é uma pessoa só... Não possui identidade, face ou ação fixa. Enquanto o Johnny Cash de James Mangold, interpretado pelo ótimo Joaquim Phoenix, é um sujeito maniqueísta, apaixonado por sua mulher e atormentado pela figura paterna, que nada faz para mudar isto - e nunca muda -, o Dylan de Todd é controverso, contraditório e mutável. Prova disso são as diferentes alcunhas usadas para designar o mesmo Bob, apresentado como Jude Quinn, Arthur Rimbaud, Jack Rollins, Billy the Kid, Woody Guthrie e Robbie Clark - fora os já citados diferentes atores que o interpretam, entre eles uma mulher e um menino negro.