- Apresentamos a você...
•Jayme: Alguém de quem você provavelmente não vai gostar. Nasci como uma pessoa normal e cheguei até minha querida mãe no lombo de uma cegonha. Depois disso também vivi como uma pessoa normal... digo, exceto por... aquele dia... ah, maldição. Por que fui lembrar daquele dia?? Não quero mais falar sobre isso.
•André: Quieto. Calado. Essas coisas sabe? Falo bem menos do que meu colega acima e creio que essa já seja uma premissa razoável para a compreensão de minha pessoa.
•Explicamos a você...
Sobre o que diabos é este blog: É de senso comum o fato de que a humanidade anda de mal a pior. Guerras, fome, peste, maremotos e a volta dos Backstreet Boys são provas concretas de tal fato. Um nobre amigo, aliás, chegou a sugerir que o homem era o lobo do próprio homem.
E não, esse amigo não era a Pitty. Assim, após alguns dias de consideração, enquanto descansava no vaso-sanitário comunitário de meu prédio, também conhecido como "troninho", percebi que num dia próximo enfrentaremos toda a cólera do juizo final e encararemos o inevitável
ragnarok de frente, e quando tal dia chegar, todos estaremos condenados. Bem sei que nada podemos fazer para impedir a guerra, a fome, a peste e os maremotos. Digo, até podemos... mas tudo isso daria um bocado de trabalho e levaria muito tempo. E queremos evitar a fadiga.
Mas estou certo de que podemos impedir que você compre algum novo cd dos Backstreet Boys, ou qualquer coisa que o valha, por isso Mandamos Você consumir os nossos próprios ícones da cultura pop. Prestem atenção ao que dizemos e suas almas serão salvas... ou não. Mas não custa tentar, não é?
•Material didático
Dios Mio
N e c r o s i s

Conhecer o Mendigo Cantante
Olá meus incautos leitores. Como vão vocês? Felizes?
Venho, desta vez, pedir que foquem sua atenção a algo interessante que descobri há pouco.
Eis o que queria dizer:
Suponho, com a situação atual do mundo e do capitalismo em si, que vocês já devam ter visto mendigos perambulando por aí, correto?
Bem, imaginem vocês que haja um mendigo sentado na porta de sua casa. Imaginem que tal mendigo é um hippie barbudo, cabeludo, que carrega milhões de acessórios pendurados ao pescoço. E imaginem que tal mendigo carrega um violão consigo. Imaginem também que ele canta e compõe canções. Agora imaginem que além de cantar e compor canções em inglês, ele canta e compõe em espanhol. Imaginaram? Bem, então vocês acabam de construir a perfeita imagem de Devendra Banhart.
Eis o que o wikipedia tem a dizer sobre Devendra: Ele é um dos artistas mais populares do movimento New Weird America movement, cuja tradução seria algo como "Movimento da Nova América Esquisita", e seu último álbum conta com a participação de outros representantes do movimento, tais como Faun Fable, Animal Collective, Viking Moses entre outros.
E, acreditem, de esquisito Devendra Banhart tem um bocado.
Nascido nos E.U.A., Devendra mudou-se para a América do Sul quando ainda um infante e foi criado na Venezuela. Não tenho bem certeza, mas acho que é por isso que ele consegue falar espanhol... De qualquer forma, Devendra admite que entre suas influências estão músicos como Bob Dylan, Caetano Veloso e Secos e Molhados, o que faz dele um compositor absurdamente diferenciado numa terra onde Justin Timberlake quer ser reinar sendo sexy. Seu timbre de voz (o de Devendra, não o de Justin), suas letras, seu cinismo, seu visual debochado, tudo conspira para que Banhart, com 25 anos de idade, seja um dos artistas mais promissores de nossa geração.
Eis uma breve lista de seus álbuns já lançados:
The Charles C. Leary (Hinah, 2002)
Oh Me Oh My... The Way The Day Goes By The Sun Is Setting Dogs Are Dreaming Lovesongs Of The Christmas Spirit (Young God, 2002)
Rejoicing in the Hands (Young God, 2004)
Niño Rojo (Young God, 2004)
Cripple Crow (XL Recordings 2005)
E de tal lista devo indicar "Cripple Crow" a quem deseja se iniciar no mundo dos mendigos hippies cantores. Indicar canções como "Now That I Know", "Long Haired Child" e a belíssima "Quedate Luna".
Peraí... "indicar", não. Eu devo MANDAR vocês baixarem canções do "Cripple Crow". E tenho dito.
Jayme mandou, não pediu! 12:03 PM
Baseando-me nos últimos comentários da Rebeca cheguei à conclusão de que criticar as pessoas é realmente legal. É exatamente por isso que acabo de criar o Crítica Em Uma Linha!.
A idéia é simples: eu escolho algo/alguém e o/a critico em apenas uma linha. É simples, é prático, é incolor, inodoro, insípido... genial, não?
... dar uma chance ao Snow Patrol
Por que eu estou dizendo isso: Essa banda do Reino Unido (Escócia e Irlanda do Norte) atualmente vem despontando no cenário musical com seus 2 último cds (Final Straw de 2004 e Eyes Open deste ano) por duas razões bem evidentes:
Primeiro, por eles não se enquadrarem em nenhum dos 3 últimos genêros bizarros que fizeram questão de dividir o Rock nos últimos tempos (new metal, emo e indie).
Segundo motivo, por colocarem uma identidade muito forte em suas músicas, embora sejam claras as influências de Coldplay e Radiohead. Digo até mais, eles mesclaram o melhor dessas duas bandas. Sem o som "arrastado" do Coldplay ou a excentricidade de Tom Yorke (não que eu esteja desmerecendo essas características que funcionam muito bem nas bandas citadas) eles demonstraram poder existir músicas tocantes (como "Chasing Car", do album Eyes Open), levadas ("Chocolate", do album Final Straw de 2004) e até mesmo músicas serenas ("An Olive Grove Facing The Sea", do album When It's All Over We Still Have To Clear Up de 2001) sem precisar de apelar para a trizteza, "alternativismo" ou modismos. Na verdade, não é nenhuma surpresa, já que essa região da europa vem sempre mostrando boas bandas, que além de tudo, possuem personalidade.
Apenas duas curiosidades mais, vocês já podem te-los visto tocando, pois participaram do "Live 8" da MTV e também abriram vários shows do U2, assim como outras bandas, entre elas Arcade Fire, The Killers e Franz Ferdinand (na América Latina).

crítica de verdade
Olá, meus inexistentes leitores. Como vão vocês? Felizes?
Sabem, dia desses, enquanto eu comia um yakissoba de rua, alguém me disse algo como "eu gosto do Mandamos Você..., mas o problema é que vocês nunca criticam nada. Estão sempre falando bem das coisas...".
É claro que larguei o yakissoba naquele exato momento e comecei a espancar insensivelmente o rapaz que ousou dirigir a palavra a mim enquanto eu me deleitava com meu almoço. Algo, entretanto, me fez pensar. Acho que foi o som de seu nariz quebrando, ou a sensação de uma das costelas estalando e sendo quebrada após um simples soco, mas é certo que algo me fez pensar.
Nós realmente não criticamos muita coisa. Ora, nem o dia do orgasmo nós criticamos. E por quê? Vocês sabem por quê?
Simples, porque críticas são todas iguais. Não há graça na crítica, críticas não são variáveis, não são modeláveis, não são astutas e sagazes. E, para provar isso, vou traçar aqui o maior resumo de uma crítica já feito em toda a história.
Apresento a vocês a:
CRÍTICA DE VERDADE:
1º Parágrafo:
O primeiro parágrafo deve constituir de uma visão geral sobre o quão ruim a coisa realmente é. Imagine aqui um parágrafo que revela tudo o que algo/alguém tem de pior.
2º Parágrafo:
O Segundo parágrafo deve ser um pouco mais profundo. Imagine aqui um parágrafo que ofende todos aqueles que estão envolvidos com o algo/alguém criticado.
3º Parágrafo:
O Terceiro parágrafo continua desenvolvendo idéias geradas no segundo parágrafo (no caso, continua ofendendo). Pode não parecer, mas o terceiro parágrafo é de suma importância à sua crítica, pois é nele em que ofenderemos todos os familiares e atributos físicos e mentais das pessoas envolvidas com o que criticamos.
4º Parágrafo:
Iniciamos uma conclusão. No quarto parágrafo voltamos a frisar tudo o que já dissemos até agora. Ofenda novamente as pessoas, suas famílias e diga o quão feias/toscas/etc.. todos realmente são. Reinfatizar ofensas, numa crítica, nunca é demais.
5º Parágrafo:
No quinto, e último, parágrafo chegamos à conclusão. É muitíssimo provável que sua crítica até agora seja apenas um texto fraco, que ataca os familiares, etc.. das pessoas. Assim, é de vital importância iniciar algo diferente para que a conclusão e toda sua revolta diante do criticado não passe despercebida. Frases como "não gostou? pega eu, mano!", ou então "ema ema ema, cada um com seus problema!" podem ser usadas para dar a idéia de grandeza buscada pelo crítico. Mas eu sugiro que o crítico use de mais sutiliza ao buscar tal efeito. Apenas critique duramente as pessoas que gostam daquilo que foi criticado, use alguns palavrões inusitados, como "pederastas" ou "pusilânimes". Enfim, ofenda quem você puder, quando você puder.
E voillá. Criamos a crítica perfeita. E agora? Felizes?
Ps: Devo lembrar-lhes: nunca, repito, nunca interrompa um almoço meu.
Jayme mandou, não pediu! 10:42 AM